terça-feira, 23 de outubro de 2012

Franciscanos de la Inmaculada









 


Franciscanos de la Inmaculada


A história desta família religiosa é semelhante àquela da pequena semente que cresce e se desenvolve, tornando-se uma espiga dourada no vasto campo da colheita de Deus.

Esta família religiosa de Frades e de Irmãs teve início na Itália no dia 02 de agosto de 1970, em uma experiência particular de dois frades sacerdotes: Pe. Stefano Maria Manelli e Pe. Gabriel Maria Pellettieri.
Estes dois frades, sentiram o chamado de viverem um franciscanismo radical, como exortava o documento do Concílio Vaticano II «Perfectae caritatis», que chamava novamente todos os religiosos a um concreto «retorno às origens» (PC 2), para reviver hoje, com a «mais exata observância das Regras e das Constituições» (PC 4).

Os dois frades prepararam um regulamento de vida chamada «Trilha mariana de vida franciscana» e obtiveram a licença de iniciar a experiência de uma vida franciscana mais perto das fontes e mais mariana.
Par dar vida a este ideal escolheram um pequeno convento abandonado como uma pequena igrejinha anexa, dedicada à

Nossa Senhora do Bom Conselho, situada sobre uma montanha, num lugar áspero e solitário, perto de uma cidadezinha chamada Frigento (fica na Itália perto da cidade de Nápoles).

O dia 2 de agosto de 1970, festa de Santa Maria dos Anjos ou da Porciúncula de São Francisco de Assis, os dois frades tomaram morada naquele pequeno e pobre convento de Frigento, com um Santuário todo arruinado pelo terremoto de 1962.

Os dois frades,Frei Stefano Maria e Frei Gabriel Maria, não ficaram desanimados ao ver tudo aquilo, mas, pelo contrário, exultaram, porque tinham encontrado o que buscavam: um lugar verdadeiramente franciscano apto para uma experiência rude e forte. E desde o início, impondo-se a uma forma de vida muito austera, eles se esforçaram por modelar as suas vidas religiosas, baseando-se nas primitivas comunidades franciscanas e nas comunidades mais recentes criadas por São Maximiliano Maria Kolbe, na Polônia e no Japão.

Fonte -  Espaço Vocacional  Facebook.com

sábado, 29 de janeiro de 2011

Legionários de Cristo no Brasil




A Legião de Cristo é uma congregação religiosa de direito pontifício, fundada em 1941. Tem como missão a extensão do Reino de Cristo na sociedade conforme as exigências da justiça e caridade cristã, em íntima colaboração com os bispos e os programas pastorais de cada diocese. Hoje conta com mais de 650 sacerdotes e aproximadamente 2.500 seminaristas maiores e menores. Tem casas estabelecidas em 18 países.
Ao longo dos séculos nunca faltaram homens e mulheres que, dóceis ao chamado do Pai e à moção do Espírito Santo, elegeram este caminho de especial seguimento de Cristo, para dedicar-se a Ele com o coração “indivisível” (cf. 1 Co 7, 34). Eles também, como os apóstolos, deixaram tudo para estar com Ele e pôr-se, como Ele, ao serviço de Deus e dos irmãos. Deste modo contribuiram para manifestar o mistério e a missão da Igreja com os múltiplos carismas da vida espiritual e apostólica que o Espírito Santo lhes destribuia, e por isso colaboraram também com a renovação da sociedade (João Paulo II, Exortação apostólica Vita consecrata, 1).

A Legião de Cristo é um broto novo do fecundo tronco da Igreja. O Espírito Santo suscitou muitas instituições, ao longo da história bimilenária da Igreja, que manifesta a riqueza inabarcável do seguimento de Cristo de acordo com os conselhos evangélicos. A congregação dos Legionários de Cristo é na Igreja, desde a sua ereção canônica em Cuernavaca (México) no dia 13 de junho de 1948, uma nova família de pessoas consagradas a Deus.

Desde a inspiração fundacional, o fundador, o Pe. Marcial Maciel, buscou ser um dócil instrumento do Espírito Santo e transmitir, década após década, o carisma recebido de Deus, oralmente e por escrito. A sua espiritualidade ficou estampada na sua predicação, nas suas cartas e de modo eminente nas Constituições da congregação. Redunda no mesmo bem da Igreja o fato de que todos os institutos tenham o seu caráter e fim próprios. (Concílio Vaticano II; Decreto Perfectae caritatis, 2). Por este motivo o Concílio Vaticano II convidava a conhecer e conservar com fidelidade o espírito e os propósitos dos Fundadores, ao mesmo tempo que as sãs tradições, porque tudo isso constitui o patrimônio de um dos institutos (cfr. Ibdem).

A continuação esboçamos os elementos mais característicos da espiritualidade da Legião de Cristo:

Espiritualidade cristocêntrica
Baixo o nome Legionários de Cristo se concentra uma espiritualidade cristocêntrica. Para cada legionario, Jesus Cristo é o critério, o centro e o modelo de toda a sua vida religiosa, sacerdotal e apostólica. O legionário procura conhecer e experimentar intimamente a Jesus Cristo, especialmente no Evangelho, no Sagrário e na Cruz. Ele se esforça por amá-lo com um amor pessoal e apaixonado. Ele se propõe a imitá-lo e predicá-lo aos outros homens e mulheres.

Amor filial a Maria
Ele fomenta um amor terno e filial a Maria, mãe da Igreja e mãe da sua vocação. A ela consagra a sua vida religiosa, o seu sacerdócio, o seu apostolado. Venera-a de maneira especialíssima, procurando imitar as suas virtudes: a sua fé, esperança e caridade, a sua obediência, a sua humildade, a sua colaboração no plano redentor de Cristo.

Amor à Igreja
Ama apaixonadamente à Igreja, continuadoura da missão de Cristo, princípio do seu Reino na terra. Ama-a com um amor real, objetivo, assim como ela é, como Cristo a quis. Um amor que ele medita na fé, a acolhe na obediência, a extende no apostolado, a santifica na própria vida. Caminha junto a ela; nem um passo na frente, nem um passo atrás: ao passo da Igreja.

Adesão ao Papa e aos bispos em comunhão com Ele
Adere-se com amor ardente e pessoal ao Vigário de Cristo. Estuda e defende com interesse os seus ensinamentos e desejos. Defende o carisma do seu primado e magistério.

Venera com espírito de fé aos Bispos em comunhão com o Romano Pontífice, como sucessores dos apóstolos e testemunhos da verdade divina e católica. Busca colaborar com eles na realização dos programas da pastoral diocesana, especialmente no campo da educação, da família, da promoção social e dos meios de comunicação social. Deste modo, adere as suas forças às estruturas diocesanas, compartindo o próprio carisma recebido de Deus, para o bem da Igreja.

Pregar o Reino de Deus
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A pregação e extensão do Reino de Cristo constituem o ideal que inspira, estimula, dirige e conforma os fins apostólicos da Legião de Cristo. Fazer que Jesus Cristo reine nos corações e na sociedade, transformar aos homens conforme o ideal do Homem Novo em Cristo, criar a civilização do amor e da justiça; esta é a missão que lhes dá o nome: Legionários de Cristo.

Amar a todos com a caridade de Cristo.

O coração da espiritualidade da Legião de Cristo é a caridade pregada e exigida por Cristo no Evangelho. O legionário procura amar a todos os homens, comprometendo-se no seu serviço, sem diferenças de lingua, raça, sexo, cultura ou condição social. Em todos eles vê e serve ao mesmo Jesus Cristo e quer fazer-lhes chegar os dons da redenção. Pratica de modo especial a benedicência. Carrega fraternalmente as cargas dos outros. Faz um só corpo em Cristo e na Igreja.

De jogador de futebol a padre!!

Veja o que Deus faz na vida de quem diz sim pra ele!!

Pensamento!!


:: PEGADAS NA AREIA
 Esta noite eu tive um sonho.
Sonhei que caminhava na praia,
Acompanhado do Senhor,
E que na tela da noite estavam sendo
Retratados todos os meus dias.
Olhei para trás e vi que a cada dia
Em que passava o filme de minha vida,
Surgiam pegadas na areia
Uma minha e uma do Senhor.
Assim continuamos andando até que
Todos os meus dias se acabaram.
Então parei e olhei para trás.
Reparei que em certos lugares havia
Apenas uma pegada...
E esses lugares coincidiram justamente
Com os dias mais difíceis de minha vida.
Os dias de maior angústia, de maior medo,
De maior dor...
Perguntei, então ao Senhor
Senhor, Tu disseste que estarias comigo
Todos os dias de minha vida e eu aceitei viver contigo.
Mas por que Tu me deixaste nos meus piores dias?
E o Senhor respondeu
Meu filho, eu te amo.
Disse que estaria contigo por toda a tua caminhada e não te deixaria um minuto sequer. E não te deixei.
Os dias em que viste uma pegada na areia,
Foram os dias que te carreguei nos braços..

:: SEMENTES



Duas sementes descansam lado a lado no solo fértil da primavera.

A primeira semente disse: Eu quero crescer!
Quero enviar minhas raízes as profundezas do solo e fazer meus brotos rasgarem a superfície da terra....
Quero abrir meus botões como bandeiras anunciando a chegada da primavera...

Quero sentir o calor do sol em meu rosto e a benção do orvalho da manhã em minhas pétalas!
E assim ela cresceu.

A segunda semente disse: Tenho medo.
Se eu enviar minhas raízes as profundezas, não sei o que encontrarei na escuridão.

Se rasgar a superfície dura, posso danificar meus brotos....

e se eu deixar que meus botões se abram e um caracol tentar comê-los? E se abrir minhas flores e uma criança me arrancar do chão? Não é muito melhor esperar até que eu me sinta segura?

E assim ela esperou.

Uma galinha ciscando no solo da primavera recente, a procura de comida, encontrou e rapidamente comeu a semente a espera de egurança.

Os que se recusam a correr riscos e crescer são engolidos pela vida

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Filhos da divina Providência-FDP

              Luís Orione nasceu em Pontecurone, um pequeno município na Diocese de Tortona, no Norte da Itália, no dia 23 de junho de 1872. Aos treze anos foi recebido como Aspirante num Convento Franciscano em Voghera, uma cidade próxima na Região de Pavia; saiu um ano depois devido a doença. De 1886 a 1889 foi aluno de Dom Bosco no Oratório Salesiano de Valdocco em Turim.
                                                        No dia 16 de outubro de 1889 entrou no Seminário Diocesano de Tortona. Ainda jovem seminarista se dedicava a obras de solidariedade para com os necessitados, participando da «Sociedade de Socorro Mútuo São Marciano» e das Conferências Vicentinas. No dia três de Julho de 1892 abriu seu primeiro Oratório, um centro de educação cristã e de recreação para os meninos pobres. No ano seguinte, no dia 15 de Outubro de 1893, Orione um seminarista de 21 anos, fundou no Bairro de São Bernardino um Colégio, com escola em regime de internato, para rapazes de famílias pobres. 
                                                        No dia 13 de abril de 1895, Luís Orione foi ordenado sacerdote e, no mesmo dia, o bispo deu a batina a seis alunos do Colégio com vocação sacerdotal. Numa seqüência rápida, o Pe. Luís Orione abriu novas fundações em Mornico Losana na Região de Pavia, em Noto na Sicília, em Sanremo e em Roma.
                                                        Ligados a Dom Orione se uniram Seminaristas e Padres que formaram o primeiro núcleo de uma nova Família Religiosa a «Pequena Obra da Divina Providência». Em 1899 Dom Orione deu início a mais um Ramo da nova Congregação: os «Eremitas da Divina Providência». O Bispo de Tortona, Dom Igino Bandi, com Decreto datado de 21 de Março de 1903, deu aprovação canônica aos «Filhos da Divina Providência», Congregação Religiosa de Padres, Irmãos e Eremitas da Família da Pequena Obra da Divina Providência. A Congregação e toda a Família Religiosa se propunha «trabalhar para levar os pequenos os pobres e o povo à Igreja e ao Papa, mediante obras de caridade», desejando consagrar-se com um IV Voto «de especial fidelidade ao Papa». Já nas Primeiras Constituições de 1904 constava também o propósito de «trabalhar pela união das Igrejas Separadas».
                                                        Animado por uma grande paixão pela Igreja e pelas Almas, Dom Orione se envolveu ativamente nos problemas emergente da época: a luta pela liberdade e a unidade da Igreja, a questão romana, o modernismo, o socialismo, a evangelização das massas operárias. Dom Orione teve atuação heróica no socorro às vítimas dos terremotos de Reggio e Messina (1908) e da Marsica (1915). Por decisão do Papa São Pio X, foi nomeado Vigário Geral da Diocese de Messina por 3 anos.
                                                        Vinte anos depois da fundação dos Filhos da Divina Providência, em 29 de junho de 1915, surgiu como novo ramo a Congregação das «Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade», Religiosas movidas pelo mesmo carisma fundacional. Ao novo ramo se associaram as «Irmãs Sacramentinas Adoradoras não videntes» e algum tempo depois as «Contemplativas de Jesus Crucificado».
                                                        O Pe. Luís Orione se empenhou em organizar grupos Leigos: as «Damas da Divina Providência», os «Ex-Alunos» e os «Amigos». Nos anos seguintes, outros grupos foram constituídos como o «Instituto Secular Orionita — ISO» e o amplo leque de Associações do «Movimento Laical Orionita — MLO».
                                                        Depois da primeira Grande Guerra (1914-1918) multiplicaram-se as escolas, colégios, colônias agrícolas, obras caritativas e sociais. Entre as muita obras, as mais características foram os «Pequenos Cotolengos», instituições destinadas aos mais sofredores e abandonados, localizadas nas periferias das grandes cidades, para serem «novos púlpitos» a anunciarem Jesus Cristo e sua Igreja e para serem «faróis de fé e de civilização».
                                                        O zelo missionário de Dom Orione cedo se manifestou com o envio de Missionários ao Brasil em 1913 e, em seguida à Argentina e ao Uruguai (1921), à Palestina (1921), à Polônia (1923), a Rodes (1925), aos Estados Unidos (1934), á Inglaterra (1935) e à Albânia (1936). Dom Orione esteve pessoalmente como missionário, duas vezes, na América Latina: em 1921 e nos anos de 1934 a 1937, no Brasil, na Argentina e no Uruguai, tendo chegado até ao Chile.
                                                        Recebeu grandes demonstrações de estima de Papas e de Autoridades que lhe confiaram missões importantes e delicadas, para sanar feridas profundas no seio da Igreja e da Sociedade e em difíceis situações de relacionamentos entre a Igreja e a Sociedade civil. Foi Dom Orione pregador popular, confessor e organizador de peregrinações, de missões populares e de presépios vivos. Grande devoto de Nossa Senhora, propagou de todos os modos a devoção mariana e ergueu santuários, entre os quais o de Nossa Senhora da Guarda em Tortona e o de Nossa Senhora de Caravaggio; na construção desses santuários será sempre lembrada a iniciativa de Dom Orione de colocar seus clérigos no trabalho braçal ao lado dos mais operários civis.
                                                        Em 1940, Dom Orione atacado por graves doenças de coração e das vias respiratórias foi enviado e praticamente forçado pelos médicos e confrades a se retirar para São Remo; foi para lá protestando: «não é entre as palmeiras que eu quero viver e morrer, mas no meio dos pobres que são Jesus Cristo». E ali, três dias depois de ter chegado, morreu no dia 12 de Março, sussurrando suas últimas palavras: «Jesus! Jesus! estou indo».
                                                        O corpo foi sepultado devotamente na cripta do Santuário da Guarda e encontrado incólume vinte e cinco anos depois, em 1965. No dia 26 de Outubro de 1980, João Paulo II declarou Dom Orione bem-aventurado, tendo sido canonizado em 16 de maio de 2004 .       
Lembrem-se que chamado de Deus é a essência da vocação, um chamamento contínuo e definitivo do Criador para seus filhos e filhas. Não apenas uma missão, mas um dom gratuito, que é obrigação prazerosa e necessidade vital para os homens e mulheres. Aqueles que a descobrem, exprimem estes sentimentos e dão testemunho em suas caminhadas de missionários da boa notícia, revelando-a das diversas maneiras que a vocação permite.
Derivada da palavra de origem latina, Vocare, que significa "chamado", vocação é a aptidão natural e a expressão concreta, revelada nos trabalhos, no modo de vida e ações, que está contida em toda pessoa. A Igreja tem uma atenção especial com as vocações, reconhecendo seu valor na vida das pessoas e atuando em prol do crescimento dos “trabalhadores da messe”.
É preciso estar atento ao chamado, hoje são muitas as vozes que confundem e abafam o verdadeiro sentido do chamado de Deus, é preciso saber o momento certo em que Ele chama, e acima de tudo aderir a este chamado.
Muitos são chamados, mas poucos são os escolhidos! A messe é grande e os trabalhadores são poucos (fc. Mt 22,14). As citações bíblicas correspondem a realidade da Igreja, que necessita cada dia mais da disposição dos cristãos para o desenvolvimento dos trabalhos que a “missão”, citada por Jesus, exige. “ todos são chamados, mas nem todos têm condições de aceitar a proposta ao chamado que o Mestre faz. A exigência é grande, a disponibilidade também, porque o chamado exige um compromisso, radicalidade evangélica, regra de vida, uma vida despojada para o Senhor, inteiramente disponível para Ele. É viver inteiramente disponível para o serviço à Igreja, aos marginalizados, aos pobres, feliz sempre. Responder a isso requer um discernimento maduro, sincero, coerente e responsável. E isso é para toda vida, o chamado é para todos, embora nem todos são sensíveis a ele.

Que o Deus da vida e da esperança abençoe a todos.